Reflexos da Greve dos Caminhoneiros

No quinto dia consecutivo, caminhoneiros realizam protestos em estradas do país contra o aumento do diesel. Mesmo após o anúncio na noite de quinta-feira de um possível acordo entre a categoria e o governo, a greve continua em 24 estados e no Distrito Federal. O acordo previa o congelamento do preço do diesel nos níveis anunciados pela Petrobras nesta semana por 30 dias.

Em troca, os representantes da categoria examinaram com os demais caminhoneiros a suspensão da greve por 15 dias.

Pelo acordo, o Congresso também votará um projeto de lei que estabelece um preço mínimo para o frete, os reajustes da Petrobras serão feitos a cada 30 dias – não mais diariamente –  e a Contribuição de Intervenção do Domínio Econômico (Cide) sobre o diesel será zerada.

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) destacou que o Rio Grande do Sul lidera no número de bloqueios, com 74 no total. O Paraná vem logo na sequência, com 72, enquanto Minas Gerais e Mato Grosso do sul aparece com 51 e 42, respectivamente.

Impactos nas operações relacionadas ao comércio exterior:

  • Bloqueio de diversas vias pelo país;
  • Suspensão de postagens dos Correios;
  • Redução nas operações de recepção e entrega de mercadorias pelos terminais;
  • Impacto na programação de retirada de container;
  • Interrupção de exportação de alguns itens;

Situação nos estados do Brasil:

Minas Gerais

As principais rodovias federais com interdição parcial são a Fernão Dias (BR-381), a BR-491 e a BR-265. No entanto, pontos de paralisação também foram registrados nas BR-146 e BR-267. Já nas rodovias estaduais, as manifestações foram registradas nas MG-450, MG-167, MG-050, LMG-836, MG-446, MG-444, MGC-146 e LMG-877.

Rio de Janeiro

De acordo com a Companhia Docas, a autoridade portuária, bloqueios no acesso terrestre ao Porto do Rio impedem a entrada de caminhões, diminuindo a movimentação de cargas. Os bloqueios estão sendo realizados em frente ao Portão do Caju e ao Portão 24.

Ainda de acordo com a Companhia Docas, os outros três portos do estado não registram reflexos expressivos da greve. No Porto de Itaguaí, na Região Metropolitana, não houve bloqueios nos portões. Foram registradas barreiras esporádicas na rodovia Rio-Santos e no Arco Metropolitano, que não afetaram as operações. Já os Portos de Niterói e de Angra dos Reis operam normalmente, segundo a companhia.

Santa Catarina

Principal porto do Estado, o Complexo Portuário do Itajaí-Açú, em Itajaí, nesta sexta trabalha com movimentação normal de navios. O problema está na chegada de cargas de exportação e saída de cargas de importação, que dependem do transporte rodoviário. Como consequência, a taxa de ocupação dos pátios de contêineres está em torno de 75%.

Ontem, 24 de maio, pescadores em apoio aos caminhoneiros também manifestaram. Várias embarcações entraram enfileiradas na barra de Itajaí.

São Paulo

As pistas de acesso ao Porto de Santos não foram bloqueadas, apenas a entrada que dá acesso ao terminais. A Associação Brasileira de Fornecedores e Serviços a Navios (ABFN) manifestou preocupação em relação aos impactos negativos do movimento paredista no segmento marítimo.

A Brasil Terminal Portuária também afirmou ter sido impactada pela paralisação que afetou a programação de retirada dos contêineres do terminal, assim como a entrega das cargas na BTP para embarque nos navios.

Já a Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp) informou que o acesso de veículos rodoviários de carga no Porto de Santos está comprometido pela ação dos manifestantes. A greve reduziu as operações de recepção e entrega de mercadorias pelos terminais.

Do lado de Santos, a manifestação se concentra no acesso de entrada às instalações do complexo portuário, na Alemoa, no bairro do Valongo. E em Guarujá, os caminhoneiros bloqueiam a Rua do Adubo.

 

Fonte: Diário, Comércio, Indústria & Serviços e outros.